Dia do Trabalhador! O fim da escala 6x1 pode marcar o maio de 2026 no Brasil
- 3 de mai.
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Atualizado: 25 de mai.
1º de Maio deste ano passou sem decisão, mas o restante do mês pode trazer ao Brasil sua primeira redução da jornada legal desde a Constituição de 1988.

Todo Dia do Trabalhador parece igual até deixar de ser. Porém o mês de maio de 2026, no Brasil, pode representar mais do que em outros anos. Pela primeira vez em quase quatro décadas, desde a Constituição de 1988, o país pode reduzir oficialmente a jornada de trabalho da sua classe trabalhadora. O fim da escala 6x1, aquela em que se trabalha seis dias seguidos para descansar apenas um, está finalmente em pauta no Congresso. A comissão especial responsável por analisar as propostas foi instalada em 29 de abril, e o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), tem como meta apresentar a versão inicial do parecer em 21 de maio e levar o texto à votação no colegiado nos dias 25 ou 26 do mesmo mês. Em entrevista à CNN Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a pauta como "uma das mais importantes" a tramitar no Congresso em 2026.
O histórico de conquistas trabalhistas no Brasil é umbilicalmente ligado a gerações de lutas, e raramente entregue de forma inteira. Foi assim com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943, com o 13º salário em 1962, com as férias remuneradas e a redução de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988. A geração atual, que entrou no mercado depois da reforma trabalhista de 2017, atravessou a pandemia e viu a terceirização e a uberização avançarem sobre diversos setores, talvez esteja prestes a deixar sua marca nessa linha histórica, sendo responsável pela primeira redução da jornada de trabalho no Brasil em quase quatro décadas.
Contudo, o que está em discussão é mais do que regulamentar dois dias de folga. É repensar a lógica de produtividade de um país com 21 milhões de pessoas trabalhando além das 44 horas legais e 546 mil afastamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por transtornos mentais concedidos só em 2025.
Ao longo desta publicação, vamos percorrer o caminho que trouxe o Brasil até aqui, o estado atual da disputa no Congresso e o que ainda falta para que a mudança aconteça.
A história por trás do marco
Com a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, o Brasil acelerou uma transição para o trabalho assalariado. Esse processo já vinha sendo costurado desde a Lei de Terras de 1850, que tornou a terra uma mercadoria que só podia ser comprada, e nunca mais ocupada livremente, e dos primeiros fluxos de imigrantes europeus que o governo trouxe para substituir o trabalho dos escravizados nas lavouras de café.
Neste processo, cerca de 700 mil pessoas saíram da senzala sem terra para plantar, sem dinheiro, sem casa, sem qualquer plano de inclusão. A maioria virou agregada de fazenda ou meeira em troca de comida e abrigo, ou foi para as cidades tentar a sorte na informalidade. Enquanto isso, o Estado pagava a passagem de europeus para vir trabalhar nas mesmas terras de onde os negros estavam sendo expulsos. Entre 1884 e o início do século XX, cerca de 1,35 milhão de imigrantes desembarcaram no país, e mais da metade foi para São Paulo. Essa é a base do mercado de trabalho brasileiro moderno.
Nas fábricas que começavam a surgir em São Paulo e no Rio, a rotina era brutal. Jornadas de 14, 15, 17 horas por dia, sem qualquer lei federal que limitasse o expediente, sem direito a descanso, sem proteção em caso de acidente. Crianças trabalhavam ao lado de adultos. Mulheres ganhavam a metade. De acordo com registros da época, a jornada se estendia até o limite físico do trabalhador.
A reação operária veio das ruas e com protagonismo feminino. Em 8 de junho de 1917, cerca de 400 operárias do Cotonifício Crespi, na Mooca, paralisaram a fábrica têxtil. A greve no Crespi durou cerca de trinta dias e foi se espalhando em ondas. Em julho, atingiu o auge, com cerca de 50 a 70 mil trabalhadores parados simultaneamente em São Paulo durante uma semana, antes de se estender ao Rio de Janeiro e ao Rio Grande do Sul. Foi a primeira grande paralisação operária da República, e plantou as sementes do que viria a se tornar, décadas depois, a legislação trabalhista brasileira. As reivindicações eram simples e ainda permanecem atuais aos tempos de hoje. Salário que desse para viver e jornada que permitisse algo além de dormir entre os turnos de trabalho. A Bahia, ainda em 1917, foi o primeiro estado a oficializar as oito horas diárias, pelo Decreto 3.296/1917. Mas no resto do país, a virada ainda demoraria décadas. Antes disso, os trabalhadores foram se organizando por conta própria. Em 1908 nascia a Confederação Operária Brasileira, sob influência do anarcossindicalismo trazido pelos imigrantes italianos, espanhóis e franceses. E em 25 de março de 1922, em Niterói, era fundado o Partido Comunista Brasileiro, o PCB. Boa parte da memória escrita desse período está hoje guardada no Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista, a UNESP.

Em 1932, decretos federais instituíram as oito horas diárias na indústria e no comércio. A Constituição de 1934 fixou o teto de 48 horas semanais. Em 1º de maio de 1943, o então presidente Getúlio Vargas promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT. A escolha da data não foi por acaso. Vargas visava transformar o 1º de Maio em ritual oficial do governo, cedendo alguns direitos trabalhistas em partes, enquanto criava mecanismos para manter os sindicatos sob controle do Estado.
O imposto sindical, previsto no artigo 578 da CLT, financiava obrigatoriamente os sindicatos oficiais com um dia de salário por ano de cada trabalhador, sindicalizado ou não. Junto vinha a unicidade sindical, regra que impedia a livre organização. A estrutura, na avaliação de historiadores como Helder Molina, vinculava o sindicato ao Estado mais do que à própria base de trabalhadores. Esse modelo deu origem ao que se chamou de peleguismo, termo popular para designar dirigentes sindicais alinhados aos interesses governamentais.
A ruptura veio do ABC paulista entre 1978 e 1980, com as greves dos metalúrgicos que romperam o corporativismo. Os operários liderados por uma nova geração de sindicalistas, formada nas oposições às direções pelegas, transformaram greves locais em movimento nacional. Esse foi o coração do chamado Novo Sindicalismo, que em 1983 fundou a Central Única dos Trabalhadores, a CUT, primeira central sindical independente do Estado na história do Brasil. Foi também essa onda que pressionou a Constituinte de 1988 a reduzir o teto da jornada de 48 para 44 horas semanais, número que vigora até hoje.
Em 2017, durante o governo Michel Temer, foi sancionada a Lei 13.467, conhecida como reforma trabalhista, que alterou mais de cem pontos da CLT. Entre as alterações mais sensíveis, o artigo 611-A passou a permitir que acordos entre patrões e empregados tenham força maior do que a própria lei em quinze pontos específicos, como banco de horas, jornada de trabalho dentro do limite constitucional, intervalo intrajornada e plano de cargos. A reforma também regulamentou a escala 12 por 36 horas (doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso), criou o contrato intermitente e tornou facultativa a contribuição sindical, antes obrigatória. O efeito sobre a organização da classe foi rápido. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de sindicalização caiu de 16,1% em 2012 para 9,2% em 2022, retração de cerca de 43% em uma década, o menor patamar da série histórica. No mesmo período, a informalidade chegou a aproximadamente 38% dos ocupados.
Diferentemente da escala 12 por 36, a escala 6x1 nunca esteve em uma lei específica que dissesse "o trabalhador deve trabalhar seis dias para descansar um". Pensando o trabalho como oito horas por dia em cinco dias da semana, de segunda a sexta, totalizamos quarenta horas semanais. Como o teto constitucional é de quarenta e quatro horas semanais, em muitos casos as quatro horas restantes são distribuídas em uma jornada fixa de segunda a sábado, com cerca de sete horas e vinte minutos por dia. Essa distribuição é amparada por acordo coletivo e pelos artigos da CLT que tratam da organização da jornada. Ela é especialmente comum no comércio, na limpeza, no atendimento, no telemarketing e na segurança privada. E no momento, este é o debate em voga.
Vale registrar que no livro Dialética da Dependência, do sociólogo brasileiro Ruy Mauro Marini, publicado em 1973, há uma linha argumentativa que entende que as economias periféricas, como a do Brasil, tendem a compensar sua posição desfavorável no comércio internacional pela superexploração da sua força de trabalho. Para compensar essa diferença, em vez de investir em produtividade ou tecnologia, o capitalismo brasileiro descontou historicamente a diferença no trabalhador, promovendo jornadas mais longas, ritmo mais intenso e salários mais baixos. A escala 6x1 funciona dentro dessa lógica. É a sobrevivência adaptada de um padrão antigo de exploração que atravessou a abolição, a Era Vargas, a ditadura, a Constituição de 1988 e a reforma de 2017.
As mudanças no mundo do trabalho
Enquanto o Brasil discute se aprova ou não a redução da jornada para 40 horas, outros países já testaram, mediram e adotaram modelos mais ousados. A última década consolidou um movimento internacional que repensa não só a quantidade de horas trabalhadas, mas a própria lógica do que significa trabalhar de forma produtiva. E os números desse movimento dão a medida da defasagem brasileira.
A produtividade por hora trabalhada é o ponto mais sensível dessa comparação. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgados em fevereiro de 2026, um trabalhador brasileiro gera cerca de US$ 21,2 por hora, o que coloca o país na 94ª posição em um ranking de 184 nações. A média do G7, grupo das economias mais desenvolvidas, é de US$ 74,6, mais de três vezes superior. Em termos práticos, um trabalhador alemão produz em uma hora o que um brasileiro produz em quase três horas e meia. As causas dessa diferença são objeto de pesquisa há tempos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta o impacto direto da escala 6x1 na qualificação profissional, já que o cansaço e a falta de horários livres disponíveis impedem o acesso a cursos e formação técnica. A Fundação Getulio Vargas/Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre) adiciona o atraso em investimento de máquinas, tecnologia e gestão. Há ainda interpretações que atribuem a baixa produtividade a uma suposta falta de compromisso do trabalhador brasileiro, hipótese que não encontra respaldo em estudos como da Gallup, do Conselho Regional de Administração do Estado de São Paulo (CRA-SP) e da OIT, que apontam para causas estruturais como salários baixos, falta de reconhecimento e ausência de oportunidades de crescimento.
A maior parte das economias que enfrentaram esse mesmo dilema escolheram um caminho diferente do brasileiro. Entre 2015 e 2019, a Islândia conduziu o que se tornou o maior teste público do mundo até então, envolvendo cerca de 2.500 trabalhadores em modelos de 35 a 36 horas semanais sem corte salarial. Os resultados foram tão positivos, com produtividade estável, queda de 35% nos índices de burnout e melhora geral nos indicadores de bem-estar, que sindicatos islandeses negociaram a expansão do modelo via acordos coletivos. Hoje, mais de 80% da força de trabalho do país atua em jornada reduzida, e o Produto Interno Bruto (PIB) islandês cresceu acima da média europeia no período seguinte à reforma.
O Reino Unido conduziu, em 2022, o maior teste empresarial do tipo. Foram cem empresas em modelo de quatro dias úteis, acompanhadas por seis meses pela 4 Day Week Global em parceria com pesquisadores das universidades de Cambridge e do Boston College. A receita das empresas subiu 1,4% no período, e a rotatividade caiu 57%. Após o piloto, 92% das empresas decidiram manter o modelo. Em escala global, a 4 Day Week Global já acompanhou mais de 375 empresas em diferentes países, com saldo agregado de queda de 67% no burnout, aumento de 38% na qualidade do sono e ganho de produtividade superior a 50%. Em Portugal, 41 empresas voluntárias em projeto-piloto coordenado pelo professor Pedro Gomes, da Universidade de Londres, registraram resultados consistentes, e 52% delas decidiram manter o modelo após o teste.
O Brasil também já fez seu próprio experimento. Entre janeiro e junho de 2024, 21 empresas brasileiras de quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná) iniciaram um piloto da semana de quatro dias conduzido pela 4 Day Week Brazil, em parceria com Fundação Getulio Vargas/Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP) e o Boston College. Dezenove concluíram a etapa de seis meses, envolvendo cerca de 290 funcionários, em modelo de 80% das horas para 100% do salário. Para 71,5% dos participantes, a produtividade aumentou. O engajamento subiu em 60,3% dos casos. A exaustão frequente caiu 72,8%, a insônia caiu 49,6%, a ansiedade caiu 30,5%. No comparativo financeiro do primeiro semestre de 2024 com 2023, 72,7% das empresas registraram aumento de receita e 63,6% maior lucro. Quase todas decidiram estender ou adotar o modelo permanentemente. Um ano depois, em abril de 2025, mais de 70% das empresas confirmaram a manutenção do aumento de faturamento.

Há ainda uma questão mais ampla, que ajuda a entender por que essas mudanças estão acontecendo agora. A digitalização atravessou setores inteiros nas últimas duas décadas. Estimativas recentes apontam que a inteligência artificial automatiza cerca de 30% das tarefas rotineiras em áreas como atendimento ao cliente, com chatbots respondendo o que antes ocupava equipes inteiras. A pandemia consolidou o trabalho híbrido, hoje adotado por aproximadamente 45% das empresas brasileiras, e revelou que muitas funções não precisavam de oito horas presenciais para serem cumpridas. Cerca de um quarto da força de trabalho brasileira já vive da chamada gig economy, no modelo de plataformas e aplicativos.
Em outras palavras, o mundo do trabalho não se divide mais em duas categorias simples. Há quem trabalhe menos sem ter brigado por isso, como o profissional de tecnologia em home office. Há quem trabalhe sem qualquer regulação de jornada, como o entregador de aplicativo. E há quem siga preso à 6x1, especialmente no varejo, na limpeza, no atendimento, no telemarketing e na segurança privada. É essa última camada, dezenas de milhões de brasileiros, que se encontra no centro da disputa atual.
Com diversos exemplos ao redor do mundo, alguns questionamentos surgem sobre o tema.
O primeiro deles diz respeito à relação entre tempo de trabalho e produtividade. Os pilotos internacionais e o brasileiro, já citados nesta publicação, registraram queda nos índices de adoecimento, redução de absenteísmo e estabilidade ou aumento de produtividade após a redução de jornada. Os relatórios da 4 Day Week Global, da FGV-EAESP e do Boston College apontam para a mesma direção. Trabalhadores que cumprem menos horas, mantendo o mesmo salário, tendem a apresentar mais foco no expediente, menos faltas e menor rotatividade. A literatura econômica que acompanha esses estudos sugere que parte do ganho deriva da reorganização interna das empresas, com reuniões mais curtas, processos enxutos e gestão mais voltada a resultado do que a presença. Os efeitos sobre saúde mental e física dos trabalhadores, mensurados nesses pilotos, indicam que o tempo livre opera como variável produtiva, e não apenas como benefício individual.
O segundo questionamento envolve o impacto do adoecimento laboral sobre o sistema previdenciário. Os 546 mil afastamentos por transtornos mentais concedidos pelo INSS em 2025, mencionados no início desta publicação, representam apenas parte da pressão sobre o sistema. Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho mostram que os benefícios por incapacidade laboral acumulados entre 2012 e 2024 totalizaram R$ 173 bilhões. A OIT calcula que acidentes e doenças do trabalho consomem cerca de 4% do PIB mundial. Aplicado ao Brasil, com PIB de R$ 11,7 trilhões em 2024 segundo o IBGE, esse cálculo equivaleria a algo próximo de R$ 468 bilhões anuais. O volume de afastamentos também tem efeito operacional sobre a Previdência. Cada perícia concedida exige avaliação médica, agendamento e processamento. O tempo de espera para a realização de perícias do INSS, segundo dados do próprio órgão divulgados em 2025, ultrapassa 45 dias em diversas regiões do país, com fila de pedidos pendentes que chegou a 2,3 milhões em alguns períodos. Especialistas em saúde do trabalho ouvidos por reportagens de 2025 e 2026 apontam que o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, em ritmo de dois dígitos ao ano, pressiona o sistema e afeta a velocidade de atendimento de outros tipos de pedido. A Previdência reconhece os transtornos mentais como causa legítima e crescente de incapacidade temporária, e os classifica entre os principais motivos de afastamento no país.
O terceiro questionamento se refere à posição do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho (DIT) e à formação da sua mão de obra. Segundo o relatório Education at a Glance 2021 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 9% dos alunos do ensino médio brasileiro cursam algum tipo de formação técnica ou profissional. Na União Europeia, esse percentual é de 43%. No Chile, 29%. Na Colômbia, 24%. Estudo do Ipea divulgado em abril de 2026 indica que profissionais com jornada de 44 horas semanais ganham, em média, 57,7% menos do que aqueles com jornada de 40 horas, e que jornadas mais longas estão fortemente associadas a níveis mais baixos de escolaridade. A pauta exportadora brasileira segue concentrada em commodities agrícolas, minerais e manufaturados de baixo valor agregado, enquanto a importação se concentra em bens de capital, fármacos e produtos de tecnologia.
O que está em pauta nesse momento
Hoje, são três os textos em tramitação no Congresso Nacional, e cada um propõe um caminho diferente para o fim da escala 6x1.

A Proposta de Emenda à Constituição 221 de 2019 (PEC 221/2019), de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais ao longo de uma década, com a transição da 6x1 para 5x2 já a partir de 2027. É a mais antiga das três propostas, e ficou parada por quase sete anos antes de voltar à pauta.
A PEC 8 de 2025, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), foi formulada em diálogo com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Ela aposta diretamente na escala 4x3, com teto de 36 horas semanais e implementação imediata. Tramita em conjunto com a PEC de 2019, em regime de apensamento.
O Projeto de Lei 1838 de 2026 (PL 1838/2026) foi enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso em 14 de abril deste ano, com regime de urgência constitucional. Ele propõe escala 5x2 e 40 horas semanais, sem corte salarial e sem prazo de transição.
Diferentemente das PECs, o PL altera apenas a CLT e exige quórum simples para aprovação.
A diferença entre os textos não é só técnica, é também aritmética parlamentar. Uma PEC exige 308 votos em dois turnos na Câmara e mais três quintos no Senado. Um PL exige maioria simples e tramita mais rápido, especialmente com regime de urgência, que tranca a pauta da Câmara em 45 dias.
A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a admissibilidade das duas PECs em 22 de abril, em votação simbólica e por unanimidade. A comissão especial responsável pelo mérito foi instalada em 29 de abril, com Alencar Santana (PT-SP) na presidência e Leo Prates (Republicanos-BA) como relator. Em entrevista à imprensa, Prates afirmou que pretende apresentar a versão inicial de seu relatório em 21 de maio e levar o texto à votação no colegiado nos dias 25 ou 26 do mesmo mês. A votação no plenário da Câmara, se confirmada, deve ocorrer ainda em maio.
Argumentos prós e contras a escala 6x1
Os argumentos contrários ao fim da escala 6x1 estão organizados em torno das principais entidades do setor empresarial. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que a redução da jornada para 40 horas elevaria os custos com empregados formais entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano, alta de até 7% na folha de pagamento, e provocaria queda de 0,7% no PIB. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) calcula impacto setorial em até R$ 357 bilhões, somando R$ 122 bilhões no comércio e R$ 235 bilhões em serviços, com repasse de até 13% nos preços ao consumidor. A entidade sindical patronal do setor de comércio, serviços e turismo no Estado de São Paulo, a FecomercioSP, calcula que o cenário mais ambicioso (36 horas semanais) custaria R$ 610 bilhões e levaria à perda de até 1,2 milhão de empregos, em estudo divulgado em março de 2026.
Em termos de tese, a defesa empresarial articula três argumentos principais. O primeiro é o do custo competitivo, baseado na observação de que a produtividade-hora brasileira é fração da praticada em economias avançadas, o que tornaria insustentável reduzir as horas de trabalho sem ganhos correspondentes de produtividade. O segundo é o da heterogeneidade setorial, segundo o qual pequenas e médias empresas, especialmente no comércio popular, absorvem mal qualquer aumento de custo trabalhista. O terceiro é o do risco de informalização, segundo o qual o aperto de custos no mercado formal empurraria parte da força de trabalho para a informalidade, reduzindo proteção em vez de ampliá-la. Em abril de 2026, a CNI entregou ao presidente da Câmara, Hugo Motta, manifesto contrário à proposta assinado por 870 entidades empresariais.
Há ainda um conjunto de argumentos contrários de natureza ideológica, mais frequentes em parlamentares da oposição. O deputado Marco Feliciano (PL-SP), por exemplo, classificou a proposta como "uma excrescência" em discurso de plenário, defendendo que o trabalhador "deve trabalhar até o limite". O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, classificou a pauta como "populismo eleitoral". Esses argumentos, de natureza retórica, costumam circular em paralelo aos argumentos econômicos das entidades empresariais.
Por outro lado, os argumentos favoráveis ao fim da 6x1 estão organizados em torno de instituições acadêmicas, sindicatos e parte do governo. O dossiê produzido pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho) da Unicamp, coordenado pela economista Marilane Teixeira, reúne estudos de 63 pesquisadores e 37 artigos. A projeção central é a de que a redução para 36 horas semanais geraria 4,5 milhões de empregos no Brasil ao longo de uma década, com aumento de produtividade da ordem de 4%. Uma nota técnica do Ipea, divulgada em fevereiro de 2026, calcula que o impacto da mudança nos grandes setores empregadores seria inferior a 1% do custo operacional, comparável aos reajustes históricos do salário mínimo, que jamais geraram o desemprego em massa que se previa a cada nova edição.
Há ainda uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) conduzida entre fevereiro e março de 2026, que mostra que 51% dos micro e pequenos empresários acreditam que o fim da 6x1 não terá impacto sobre seus negócios, outros 11% projetam impacto positivo, e apenas 27% temem o pior. Em outras palavras, a entidade que se apresenta como porta-voz do empresariado encontra, na ponta da pirâmide produtiva, uma maioria silenciosa que discorda dela.
A divergência entre os números das duas projeções não é, contudo, uma disputa entre ciência e ideologia. Em entrevista à Agência Brasil em março de 2026, a economista Marilane Teixeira e Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, admitiram que a diferença é metodológica. Os modelos da CNI partem do pressuposto de que reduzir horas significa, automaticamente, reduzir produção. Os modelos da Unicamp partem do pressuposto de que mercados se ajustam, com novas contratações, ganhos de produtividade e redistribuição de tarefas. Não há aqui disputa de fato, há disputa de premissa econômica. E a escolha entre uma e outra é, em última instância, política.
Como a pauta está sendo tratada
A discussão sobre o fim da escala 6x1 é conduzida no Congresso Nacional por parlamentares cujo regime de trabalho difere significativamente daquele dos trabalhadores afetados pela proposta. Deputados federais e senadores cumprem expediente formal de quatro dias úteis por semana, geralmente de terça a sexta, com sessões plenárias em horários flexíveis. O salário base de um deputado federal em 2026 é de R$ 46.366,19, sem contar verbas indenizatórias, auxílio-moradia e cota parlamentar para gastos de gabinete. O salário médio de um trabalhador da escala 6x1 no varejo brasileiro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2025, é de R$ 1.918 mensais.
Não se trata de invalidar a legitimidade do parlamentar para legislar sobre o tema. A função do Congresso é justamente legislar sobre matéria que não vivencia. Mas o desnível ajuda a explicar por que a pauta levou tanto tempo para chegar ao plenário. A escala 6x1 não está na rotina cotidiana de quem decide.
A trajetória da proposta no Legislativo ilustra esse descompasso. A PEC 221 de 2019 ficou parada por quase sete anos no Congresso. O movimento Vida Além do Trabalho, conhecido como VAT, foi fundado em 2023 pelo balconista de farmácia Rick Azevedo, depois que um vídeo dele desabafando sobre a 6x1 viralizou nas redes sociais. A petição on-line do movimento, lançada em setembro de 2023, ultrapassou 3 milhões de assinaturas até abril de 2026. A PEC 8 da deputada Erika Hilton foi protocolada em maio de 2025, em diálogo com o movimento. Mas a tramitação efetiva, com criação de comissão especial e definição de cronograma, só ocorreu em abril de 2026, depois que o presidente Lula enviou o PL com regime de urgência.
A coincidência de calendário não passou despercebida. As eleições gerais de 2026, que renovam metade do Senado, toda a Câmara, governos estaduais e presidência, ocorrem em outubro. A votação do fim da 6x1, se confirmada para maio, deixará entre cinco e seis meses de campanha eleitoral com a pauta ainda fresca na memória dos eleitores. Pesquisa Datafolha divulgada em março de 2026 mostra que 71% dos brasileiros são favoráveis à proposta, percentual que atravessa faixas etárias, regiões e classes sociais.
O cenário é favorável a quem vier a se posicionar de forma vencedora no debate. O presidente Lula, que envia o PL com urgência em ano eleitoral, beneficia-se da associação direta entre seu governo e uma das pautas mais populares do mandato. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ao colocar a votação na agenda, beneficia-se da imagem de articulador da reforma. Os deputados que votarem a favor poderão usar o registro nominal em campanha. Os que votarem contra terão de explicar o voto a um eleitorado majoritariamente favorável à mudança.
Há ainda um terceiro elemento da economia política da pauta. Os movimentos de oposição, particularmente PL e União Brasil, têm preferido a estratégia da ausência à do voto contrário aberto. Na sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) que aprovou a admissibilidade das PECs em 22 de abril, dois deputados do PL, Capitão Alberto Neto (AM) e Júlia Zanatta (SC), protocolaram requerimento para adiar a discussão e estavam ausentes na hora em que o pedido seria votado, o que prejudicou a manobra. Em fevereiro de 2026, em reunião com empresários em São Paulo, os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, declararam compromisso de "trabalhar para não deixar votar" a proposta. Juntos, os dois partidos somam 139 das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados.
O que ainda falta?
Para que o fim da escala 6x1 se converta em lei, o caminho institucional ainda exige várias etapas. No caso do PL 1838 de 2026, com regime de urgência constitucional, o prazo para votação no plenário da Câmara é até o final de maio. Caso seja aprovado por maioria simples, segue para o Senado, onde precisa novamente de maioria simples. Sem alterações no Senado, segue para sanção presidencial. Com alterações, retorna à Câmara para nova votação.

No caso das PECs apensadas, o caminho é mais longo. Após a aprovação na comissão especial, o texto vai a plenário, onde precisa de 308 votos em dois turnos de votação. Aprovado na Câmara, segue para o Senado, onde precisa de 49 votos em dois turnos. Caso o Senado altere o texto, o projeto retorna à Câmara para nova rodada. PEC não é sancionada pelo presidente, é promulgada pelas Mesas das duas Casas.
Os principais obstáculos identificados pelo cenário atual são três. O primeiro é a aritmética parlamentar para a PEC, especialmente diante da posição declarada de PL e União Brasil. O segundo é o calendário eleitoral, que pode ser usado tanto como acelerador (pressão por entregas) quanto como freio (parlamentares fora de Brasília em campanha). O terceiro é a possibilidade de o Senado introduzir modificações no texto, o que adiaria a aprovação para depois das eleições de outubro.
À luz das declarações públicas de Hugo Motta e Leo Prates, o cenário considerado mais provável por analistas políticos ouvidos pela imprensa é o da aprovação de uma versão híbrida via PEC, que estabeleceria o 5x2 com 40 horas como meta imediata e o 4x3 com 36 horas como horizonte de transição em uma janela de oito a dez anos. Trata-se da fórmula que permitiria ao governo reivindicar vitória, ao Congresso reivindicar protagonismo legislativo, e às entidades empresariais negociar o ritmo da implementação.
Entre o que foi proposto e o que será aprovado, há ainda espaço para movimentações de última hora. Emendas parlamentares, articulações com governadores, pressão de centrais sindicais e do empresariado, mobilização do movimento Vida Além do Trabalho, e até o efeito de eventuais decisões judiciais sobre a tramitação podem alterar o desenho final da proposta. As próximas três semanas devem definir não apenas o conteúdo do texto que vai a votação, mas também o ritmo com que a mudança, se aprovada, chegará ao trabalhador da escala 6x1 no varejo, na limpeza, no atendimento, no telemarketing e na segurança privada.
A votação está prevista para os dias 25 e 26 de maio no colegiado, e logo em seguida no plenário da Câmara dos Deputados. O resultado definirá se o Brasil dará, ainda em maio de 2026, o primeiro passo para sair de uma legislação trabalhista que, em sua essência, ainda reflete a realidade econômica do país no fim da década de 1980. Em jogo, está a possibilidade de a primeira redução da jornada legal de trabalho em quase quatro décadas ser aprovada no mesmo mês em que se comemora o Dia do Trabalhador.
Bibliografia e fontes consultadas
Fontes oficiais e institucionais
Câmara dos Deputados. Portal oficial. Notícias sobre a tramitação da PEC 221/2019, da PEC 8/2025 e do PL 1838/2026. Disponível em camara.leg.br.
Câmara dos Deputados. Decreto Legislativo 172/2022, que dispõe sobre o subsídio de deputados federais em vigor desde 1º de fevereiro de 2025.
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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Estudo de abril de 2026 sobre relação entre jornada de trabalho de 44 horas semanais, escolaridade e rendimentos.
Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dados sobre produtividade-hora trabalhada no Brasil e no mundo, divulgados em fevereiro de 2026.
Organização Internacional do Trabalho (OIT). Estimativas sobre o impacto econômico de acidentes e doenças do trabalho, equivalente a 4% do PIB mundial.
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Relatório Education at a Glance 2021. Dados sobre formação técnica no ensino médio brasileiro e em países selecionados.
Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. Dados sobre benefícios por incapacidade laboral acumulados entre 2012 e 2024, totalizando R$ 173 bilhões.
Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (CEDEM/UNESP). Acervo do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da história do operariado e do sindicalismo brasileiro.
Estudos e pesquisas acadêmicas
Cesit. Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Dossiê coordenado pela economista Marilane Teixeira sobre os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho no Brasil. Reúne 37 artigos de 63 pesquisadores.
Fundação Getulio Vargas/Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre). Análises sobre produtividade brasileira, qualificação profissional e investimento em tecnologia.
Fundação Getulio Vargas/Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP). Parceria com a 4 Day Week Brazil e o Boston College no piloto da semana de quatro dias no Brasil entre janeiro e junho de 2024.
Instituto Humanitas Unisinos (IHU). Dossiê "Fim da escala 6x1, tempo para aprender, tempo para viver", sobre a redução da jornada de trabalho como condição para o direito à qualificação profissional.
4 Day Week Brazil. Resultados completos do piloto brasileiro de quatro dias úteis de trabalho com 21 empresas, conduzido entre setembro de 2023 e abril de 2025.
4 Day Week Global. Resultados consolidados do programa internacional de quatro dias úteis em mais de 375 empresas em diferentes países.
Boston College. Pesquisa colaborativa sobre os efeitos da semana de quatro dias úteis em saúde, produtividade e bem-estar dos trabalhadores.
Universidade de Cambridge. Acompanhamento acadêmico do piloto britânico de 100 empresas em 2022.
Universidade de Londres. Coordenação, sob o professor Pedro Gomes, do projeto-piloto português com 41 empresas voluntárias.
Marini, Ruy Mauro. Dialética da Dependência. Publicação original de 1973. Obra de referência teórica sobre superexploração da força de trabalho em economias periféricas.
Molina, Helder. Análises sobre a história do sindicalismo brasileiro, a Era Vargas, a estrutura tutelar do imposto sindical e o peleguismo. Professor da Faculdade de Educação da UERJ e assessor de formação da CUT-RJ.
Bastos Júnior, Ronaldo Carvalho. "Do Manifesto Comunista ao Direito do Trabalho, política e ideologia na formação de um sistema jurídico". Documentação e Memória/TJPE, Recife, v. 1, n. 2, jan./dez. 2009.
Chalhoub, Sidney; Fraga Filho, Walter. Pesquisas historiográficas sobre o protagonismo dos escravizados no processo abolicionista.
Dean, Warren. Estudos sobre a industrialização paulista e o papel da Greve Geral de 1917.
Williams, Eric. Capitalismo e Escravidão (1944). Obra de referência sobre a relação entre capitalismo industrial britânico e abolição.
Bethell, Leslie. Análises historiográficas sobre o papel da pressão britânica no fim da escravidão no Brasil.
Costa, Emília Viotti da. Análises historiográficas sobre o processo abolicionista brasileiro.
Pesquisas de opinião e estudos setoriais
Datafolha. Pesquisa de opinião divulgada em 14 de março de 2026 sobre o apoio popular ao fim da escala 6x1.
Gallup. State of the Global Workplace 2025. Dados sobre engajamento profissional no Brasil e suas causas estruturais.
Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP). Pesquisa nacional sobre satisfação e desengajamento no trabalho.
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Pesquisa de fevereiro e março de 2026 sobre a percepção de micro e pequenos empresários a respeito do fim da escala 6x1.
Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estudos sobre o impacto econômico da redução da jornada de trabalho no Brasil. Manifesto contra a proposta entregue a Hugo Motta em abril de 2026, assinado por 870 entidades empresariais.
Confederação Nacional do Comércio (CNC). Estudos sobre o impacto setorial da redução da jornada no comércio e nos serviços.
FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Estudos sobre o impacto da redução da jornada para 36 horas semanais, divulgados em março de 2026.
Estudos científicos
Fan, Wen; Schor, Juliet B. e colaboradores. Pesquisa publicada em julho de 2025 na revista Nature Human Behaviour sobre o maior estudo controlado já realizado a respeito de jornada reduzida, com 141 organizações e 2.896 funcionários em seis países.
Reportagens e veículos jornalísticos
CNN Brasil. Cobertura da tramitação da PEC e do PL sobre o fim da escala 6x1, declarações de Hugo Motta e Leo Prates, e pesquisas de opinião.
Agência Brasil. Reportagens sobre a CCJ, a comissão especial e entrevista conjunta com Marilane Teixeira (Cesit/Unicamp) e Marcelo Azevedo (CNI) sobre divergências metodológicas.
Folha de S.Paulo. Cobertura sobre o movimento Vida Além do Trabalho, a tramitação legislativa e o cenário eleitoral.
BBC News Brasil. Reportagem "1ª greve geral do país, há 100 anos, foi iniciada por mulheres e durou 30 dias", republicada pelo portal Geledés.
Senado Federal (portal de notícias). Reportagem "Há 100 anos, greve geral parou São Paulo", de Ricardo Westin, junho de 2017.
Atlas Histórico do Brasil (FGV). Verbete sobre a Greve Geral de 1917.
Laboratório de Ensino e Material Didático da USP (LEMAD). Material sobre a greve geral de 1917 e o gênero do operariado.
Exame, Infomoney, Terra, Contábeis, SINDPD. Reportagens sobre o piloto brasileiro de quatro dias úteis em 2024 e seus desdobramentos em 2025.
Poder360, Brasil de Fato, Metrópoles. Cobertura sobre a tramitação da PEC e do PL e sobre a pesquisa Datafolha de março de 2026.
Partido dos Trabalhadores (pt.org.br). Texto "O fim da escala 6x1 é também uma pauta de saúde pública".
ICL Notícias. Reportagem "Mulheres são as mais afetadas pela escala 6x1".
Central Única dos Trabalhadores (CUT). Texto "Mês da Mulher, fim da escala 6x1 é estratégico para enfrentar a sobrecarga feminina".
Partido Comunista Brasileiro (pcb.org.br). Textos de referência sobre as primeiras lutas operárias no Brasil e sobre a história do PCB.
PlatoBR. Texto "Os cinco setores da economia que seriam mais impactados pelo fim da escala 6x1".
R7. Reportagem sobre estimativas de custo do fim da escala 6x1 para empresas, com base em dados da FecomercioSP.
NPR. Reportagem sobre o piloto da Microsoft Japão em 2019 e o aumento de produtividade em modelo de quatro dias úteis.
Sintrajufe-RS. Texto "Maioria dos pequenos e microempresários entendem que fim da escala 6x1 não irá prejudicar negócios", baseado em dados do Sebrae.
EducaMaisBrasil. Reportagem "Fim da escala 6x1 não deve pressionar grandes setores, diz Ipea".
WorkTime Revolution. Análise sobre a redução da jornada de trabalho na Islândia.
Cajuína, UNIAD, Jornal Grande Bahia. Reportagens sobre afastamentos do INSS por saúde mental e custos previdenciários.
FIESC, Poder360, Fenati. Análises sobre produtividade-hora brasileira em comparação com a OCDE e o G7.
Brasil Paralelo. Reportagem sobre comparação de produtividade Brasil-Estados Unidos.
Sistema FIEAM, FIEB. Material sobre formação técnica no ensino médio brasileiro em comparação internacional.
Sincovaga. Reportagem sobre estudo do Ipea de abril de 2026.
CNI Notícias, Agência CNN Brasil de cobertura legislativa, GuiaTrabalhista, NSC Total, Ensinar História. Fontes complementares sobre o histórico da Lei 4.090/1962 e sobre a Reforma Trabalhista de 2017.
Diário do Grande ABC, Gazeta do Povo, Revista Cenarium. Cobertura sobre a comissão especial e os bastidores da articulação entre Executivo e Legislativo.


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